sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nada agora

Durante estes dias,
Eu pude me sentir um pouco vivo.
Pude sentir alguma coisa dentro de mim,
Como faíscas clareando a escuridão.
Como a calma e beleza de uma bela canção.

Eu sei que não tenho nada agora.
E que você se foi para nunca mais voltar.
Sem o seu carinho.
Sem você para poder respirar.

Próximo a você eu me sentia bem.
Era como se eu estivesse dentro de um sonho do qual eu não quisesse acordar.
Ou dentro de um belo pesadelo que me fazia até mesmo sonhar.
Agüente firme, eu irei te salvar.

Eu sei que não tenho nada agora.
E que você me deixou para nunca mais me olhar.
Sem o seu amor,
Não há mais uma vida pela qual vale à pena lutar.

Eu sei que tudo se foi.
Nada que conhecíamos existe mais.
Mas agüente firme! Eu posso te salvar.
Sobreviva!
Corra! Fuja e grite!
Não vá para o outro lado. Não atravesse a fronteira!
Caso contrário, não poderei salvar a sua alma.
E por mais que eu ainda tenha uma eternidade pela frente,
Eu sempre sentirei a sua falta se você for embora.
E estarei pela eternidade meio vivo sem você.

Eu sei que não tenho mais nada agora.
E que você me deixou para por mim, não sangrar.
Sem o seu toque,
Sem a sua humanidade,
Não há mais uma vida pela qual vale à pena lutar.
Nem mais um motivo pelo qual eu queira respirar.

João Souza

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